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sábado, 31 de março de 2018

A Tariqa Ansari Qadiri-Rifai Internacional



Uma breve explicação sobre o processo de união com a tariqa e sobre seguir a senda sufi.

Tenho dito que o Sufismo é uma senda sem forma. A religião a qual me refiro como religião formal, tem uma forma rígida; com razão, a religião formal é direcionada para todo mundo, é uma sistematização dos ensinamentos de um profeta, um sistema para todos. A religião formal tem forma, é externa com regras e rituais, coisas para ver e tocar.

Mas, para pessoas que buscam uma relação pessoal e direta com Deus, com a Realidade, o caminho é mais pessoal, todos somos diferentes e existe uma senda distinta para cada um. Mesmo assim, o buscador da verdade precisa de ajuda para encontrar o caminho apropriado e há métodos e procedimentos necessários para todos – uma estrutura. Por isso sempre existiram grupos e mestres para guiar pessoas sérias. O Sufismo é um destes grupos ou escolas.

É muito difícil enveredar-se no caminho espiritual sozinho. Há um montão de obstáculos, desvios e enganos esperando o viajante espiritual. Um guia é imprescindível. Realizar uma conexão com o sheik sufi por meio de uma “iniciação” chamada bayat é a forma através da qual fazemos essa conexão no Sufismo. Externamente é uma cerimônia simples, uma formalidade, um acordo entre o sheik (mestre) e o murid (estudante). Internamente é um laço entre corações, uma conexão psíquica. É por meio dessa conexão que o mestre ensina o estudante (se chama rabita e você pode pedir mais informação sobre isso).

O sheik sufi foi escolhido e autorizado pelo seu mestre, assim como este foi pelo dele, e assim sucessivamente por uma linhagem longa de mestres até o Profeta do Islã. Ao fazer uma conexão com o sheik o estudante entra nesta linhagem e recebe sua ajuda.

Depois do bayat o sheik dá ao estudante uma designação de dhikr, uma forma de meditação, a repetição de nomes de Deus (Você pode pedir informação mais detalhada sobre o dhikr). Realizamos essa prática diariamente. É a base sobre a qual tudo mais se apoia.

Em cidades grandes nos EUA, na Europa, na África e no Oriente Médio geralmente há suficientes pessoas interessadas para formar grupos que se reúnem semanalmente para fazer dhikr juntos, além da designação pessoal. Na América Latina estamos todos separados por grandes distâncias. Então, realizamos nosso trabalho pela internet. Na verdade, a distância não existe; a conexão entre o mestre e o estudante não são afetadas pela distância. Além disso, nosso trabalho é em nós mesmos, é um trabalho interior. Atividades com grupos de pessoas com ideias e metas similares são agradáveis, mas não são necessárias para nossa meta principal: a de nos conectarmos e conhecer nossa verdadeira realidade, Deus interior.

No começo o estudante deve realizar sua designação de dhikr com diligência. Com o tempo começará a sentir e a ver mudanças. Em nossa tariqa cibernética usamos muito a internet. O estudante recebe escritos regularmente. Nesses escritos há informações referentes ao seu caminho e pode haver coisas para fazer. O estudante deve escrever por e-mail expondo suas dúvidas. Pode também falar com o sheik por Skype ou Messenger.

Antes de pedir o bayat (iniciação) você deve ler escritos mais detalhados sobre a senda espiritual e nossos pontos de vista. Escreva expondo suas dúvidas.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Um leitor quer saber se pode ser sufi


Oi, D...! Salam alaikum

Ao invés de perguntar se um não muçulmano seria aceito no Sufismo, é melhor perguntar: o que é um muçulmano? A palavra muçulmano significa alguém que se submete a Deus, e Islã significa submissão a Deus.

O que o Alcorão diz?

“Dizei: ‘Cremos em Allah e no que nos foi revelado, no que foi revelado a Abraão, Ismael, Isaac, Jacó e às tribos, no que Moisés, Jesus e os profetas receberam do seu Senhor. Não fazemos distinção entre nenhum deles e nos submetemos a Ele’.” (Sagrado Alcorão, 2:136)

“Os crentes, os judeus, os cristãos, os sabeus, quem creem em Allah e no último Dia e realizam boas obras, esses têm recompensa junto ao seu Senhor. Não devem temer e não ficarão tristes.” (Alcorão Sagrado, 2:62)

Na verdade só existiu uma religião desde o princípio dos tempos. A verdadeira religião é a ciência de como as coisas são, quais são as leis do universo e como podemos encaixarmos dentro dessas realidades para viver bem e felizmente nesta vida e cumprir com o propósito de nossa estadia aqui na Terra. Como nas leis da física, não há duas formas, as coisas funcionam de uma forma só, a gravidade puxa para baixo sempre e não existem dois jogos de leis termodinâmicas. Deus revelou esse sistema de coisas aos seus profetas, milhares deles, e eles transmitiram a mensagem para o povo.

As diferenças entre uma religião e outra não é a mensagem essencial ou os fatos, tudo isso é igual, as diferenças são os detalhes projetados para torná-la mais fácil de seguir pelas pessoas do momento e, uma grande quantidade de acréscimos culturais, maus entendidos, distorções e más traduções. Se você ler os evangelhos de Cristo, só suas palavras, encontrará o método sufi por um sufi perfeito (até árabe falou e chamava a Deus de Allah).

Os rituais e formalidades de uma dada religião não fazem o crente (judeu, cristão ou muçulmano). E sim o que crê e como atua faz o crente. Além da religião formal sempre existiu um ramo esotérico (interno) de ensinamentos e práticas direcionadas às pessoas que procuram a verdadeira religião. Existe, também, apenas um ensinamento dessa índole. Teve diferentes nomes e terminologias em diferentes períodos – para os judeus foi a Cabala, para os primeiros seguidores de Jesus foi o Gnosticismo e agora o Sufismo é a forma mais atualizada, sendo o ramo místico do Islã, a última religião formal revelada por Deus.

Segundo a definição exata de Islã e muçulmano, você pode ser mais muçulmano agora mesmo do que milhões de pessoas que se dizem assim. Entender o que é submeter-se a Deus não é tão simples. Realmente submeter-se a Deus não é um assunto fácil. É disso do que o Sufismo trata.

De forma prática, explico-lhe como somos em nossa tariqa (senda ou escola). No passado quase todos os que ingressaram na senda do Sufismo eram muçulmanos da mesma forma que todos os cabalistas eram judeus (incluindo Jesus) e os gnósticos eram cristãos. Hoje em dia encontramos pessoas procurando a Verdade e ao saber algo do Sufismo são atraídos por ele sem saber nada do Islã.

“Não cabe coação na religião. A direção correta se distingue claramente do desvio...” (Alcorão Sagrado, 2:256) O Sufismo é um caminho e ensinamento interno. Como resultado de práticas exteriores como uma forma de meditação (dhikr), o sufi começa a receber guia interna por meio do coração e pode, por sua própria vontade, decidir praticar formas da religião.

Ao ingressar na Tariqa Qadiri-Rifai Ansariyya, fazer “bayat”, e iniciação, a pessoa tem que expressar sua crença em Allah (Deus) e aceitar ao Profeta Muhammad como seu profeta, bem como a todos os outros profetas (Jesus, Moisés, etc.) e aceitar os sheiks (mestres) de nossa tariqa como seus mestres.

Ser sufi, assim como muçulmano, é um assunto pessoal e particular. Você não tem que proclamar para todo mundo suas crenças – um verdadeiro muçulmano e sufi não parece diferente do que qualquer outra pessoa. Ser sufi é estabelecer uma relação pessoal com Deus e assim, com a ajuda do sheik, chegar a conhecer a realidade Dele.

Estou sempre à sua disposição.

Salam,

Sheik Mohammad Abdullah

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Remova os limites


Por Sheik Mohammad Abdullah Ansari

Um sábio lama tibetano escreveu:

“Vocês se lembram da história de um Geshe Kadhampa [um lama da linhagem budista tibetana] que viu um homem circunvalando [um ritual religioso, dando volta, caminhando] uma Stupa [monumento ritual de peregrinação]? O Gueshe lhe perguntou: ‘o que você está fazendo?’. O homem respondeu ‘circunvalando’. O Geshe disse: ‘não seria melhor se você praticasse o Dharma [conduta reta, leis universais]?’. Depois viu que o homem estava fazendo prostrações e quando lhe perguntou o que fazia, o homem respondeu: ‘estou fazendo cem mil prostrações’. ‘Não seria melhor se você praticasse o Dharma?’ - perguntou o Gueshe.

E assim continua a história, mas aqui o ponto é que só fazer atos que parecem ser devotos como as circunvalações e as prostrações não é necessariamente praticar o Dharma [seguir o Sistema de Deus]. O que temos que fazer é transformar nosso apego a nós mesmos e a atitude de autossatisfação. E se não mudarmos nossa mente desta forma, nenhuma das outras práticas que fizermos servirão; fazê-las é só uma brincadeira.” (Lama Thubten Yeshe)

O lama explicou a importância de uma atitude amorosa amável, uma forma de ser que os budistas chamam bodichita, de querer o bem-estar de todo o mundo, a todos os seres sencientes, de desviar a atenção de si mesmo em direção a todos os demais, igual como os profetas Jesus e Muhammad (Maomé); amor – Jesus pregou a todos, até aos inimigos e a vida do Profeta Muhammad foi um exemplo de amor puro.

Há algum tempo escrevi o seguinte sobre o tema:

“Na verdade há tantos caminhos como há pessoas, todos nós somos diferentes e todos temos necessidades espirituais distintas. Um lema sufi diz: “O amor é o caminho mais rápido até Deus”. O amor, o método do amor para conhecer a Deus e conseguir a “iluminação” é composto por compaixão e compreensão, um desejo de que outras pessoas sejam felizes e exitosas e que consigam a proximidade com Deus. Uma oração do budismo tibetano é:

Que todos os seres sejam felizes,
Que todos os seres se libertem do sofrimento,
Que ninguém seja despojado de sua felicidade,
Que todos os seres consigam igualdade, livres de ódio e de apego.

Querer que todo mundo seja feliz e que haja paz no mundo inteiro é logicamente impossível, mas o desejo de que aconteça é uma forma poderosa de romper a ilusão egocêntrica de separação. Como diz o Alcorão, todos somos criados a partir de uma única alma, todos estamos conectados, querer o bem de outra pessoa é querer o bem de uma parte de nós mesmos, ajudar a uma pessoa é ajudar a nós mesmos, amar a alguém mais é amar a nós mesmos. Querer que todo mundo seja feliz e livre de sofrimentos é uma forma poderosa de combater o domínio do ego.”

No tempo dos profetas as pessoas entenderam o porquê dos ensinamentos, o poder energético dos mestres era tamanho que suas palavras tocavam ao coração e não era necessária mais explicação. Hoje em dia tudo é diferente.

Hoje queremos saber: por quê?

“Os servos do Compassivo (Deus, ar-Rahman) são aqueles que vão pela Terra humildemente e que, quando os ignorantes lhes dirigem a palavra, dizem: Paz!” (Sagrado Corão 25:63)

Nossa realidade, o ser divino, reside em nós mesmos, mas está enterrado embaixo de uma invenção criada por nosso apego ao mundo e uma grande avalanche de influências mundanas – o ego, o grande EU. Não há outra maneira de chegar a conhecer nosso verdadeiro ser, nossa realidade, nosso núcleo divino, sem dominar o ego.
  
Falar de ego e de sua eliminação assusta a pessoas normais, creem que o ego é quem são, que o ego é sua individualidade e sem ele se tornariam menos, quando na verdade é o contrário, o ego nos torna pequenos, nos encolhe; além do ego há um vasto universo – todo um universo está dentro [de nós]. O ego é uma personalidade falsa, uma criação do mundo material e suas influências – na realidade não existe, é um fantasma. O ego é uma crença, é criado de fantasias de quem somos e assim nos restringe entre essas fronteiras, os limites que nós mesmos nos colocamos. Se você pensa que é isso, você não é tudo o demais.

O verdadeiro ser não tem limites, é parte da Realidade Divina. “E Ele é quem vos criou de uma só Alma...” (Sagrado Corão 6:98). Estamos conectados a todas as outras almas, somos mais que um indivíduo, somos parte de tudo e assim muito maior do que já experimentamos.

Somos tontos limitando nosso crescimento e desenvolvimento espiritual ao nos apegarmos a essa fantasia prejudicial, o ego, nossa imagem de ser.

Nossa salvação é nosso próximo, nossa atitude para com os demais, nossos bons desejos para com todos, nossa ajuda até os limites de nossas habilidades. Tudo isso implica uma luta contra nós mesmos, ou melhor, contra nossos interesses, orgulho, soberba, raiva, preconceitos, preconcepções e todo o demais que constitui a irrealidade que criamos.

Toda a negatividade, pensamentos e emoções negativas nos levam a vidas de sofrimento e dor. Temos que manter em mente que cada coisa que fazemos por outras pessoas, cada bom pensamento e emoção, na realidade estamos fazendo por nós mesmos.

Lembre-se o que é o amor. O amor é a frequência energética através da qual a guia de Deus flui. Faça a conexão. Ame e conecte-se.

domingo, 19 de novembro de 2017

O Pomar de Mangas


Por Sheik Mohammad Abdullah Ansari

Um professor foi até um pomar de mangas e começou a estudar as folhas e os galhos no chão. Notava os diferentes tons de cor das folhas e a espessura dos galhos, as posições relativas um dos outros e os estados de decomposição e caracterizou-os e anotou tudo.

Outro dia voltou com um grupo de estudantes e começou a explicar sobre as folhas e os galhos. Os estudantes o escutaram com atenção e muito interesse, exceto um mais inteligente que pegou uma manga e começou a comê-la.

Vemos algo semelhante na religião e nas sendas espirituais de hoje em dia, vemos isso também em nossa senda, o Sufismo. Há pessoas que estudam a religião, todos seus aspectos e ramificações, quando começou, com quem e onde. Estudam as influências antes e depois. Estudam as práticas e tudo o que dizem os sábios do passado, como isso afetou as sociedades e como foi incorporada na vida cotidiana das pessoas e nas políticas do governo.

Estes historiadores sabem toda a história e muitíssimos fatos da religião e/ou caminho espiritual. Há outras pessoas que leem os livros dos historiadores, se identificam com a religião, ou senda analisada, e a adotam como sua.

Tudo isso é parte de um labirinto de ensinamento que é necessário para algumas pessoas, leem e estudam e, se é o seu momento, deixam tudo isso para provar a manga, fazer o trabalho, como quando Hazrat Yalaluddin Rumi, um renomado e destacado mestre do Islã, conheceu Shams-i-Tabrizi e jogou fora todos seus livros para embarcar na mera prática. A fruta não é encontrada em nenhum livro ou lindos ditos, mas na prática.

Os livros e mestres despertam o interesse, a necessidade e apontam o rumo, mas o indivíduo tem que fazer o trabalho sozinho. Muitas pessoas nunca deixam de ser observadoras, estudantes na superfície do caminho espiritual sem provar o fruto, desfrutam os fatos e detalhes frios imaginando ter chegado numa parte do caminho.

O Sufismo é um caminho de ação e trabalho. A senda espiritual é um trabalho interior de tempo integral, de aprendizagem pessoal e de conhecer-se a si mesmo. Toda a verdade é encontrada dentro [de nós] com dhikr (mantra), introspecção, contemplação, meditação, auto-observação e observação do mundo. Os mestres existem para estimular e explicar de forma geral o caminho do estudante, mas o trabalho é o estudante que tem que fazer.

Hoje em dia tudo é superficial, música pop, cultura pop, psicologia pop e até Sufismo pop. Não caiam nisso, vão ao miolo, provem a manga, comam o fruto. Deus reside em tudo, mas há uma capa pop criada dos egos do ser humano ocultando a Verdade. Para vê-la a pessoa tem que despertar e manter-se desperta.

Leiam para se manterem rumo à meta, mas não esperem encontrar a “iluminação” num livro. Leiam para se animarem, mas nada se compara com o que alguém pode encontrar dentro de si mesmo. O Anjo Gabriel visitou ao Profeta (s.a.w.s.), abriu seu peito e colocou em seu coração um livro, o livro do conhecimento. Essa mesma coisa aconteceu com os outros profetas e pessoas iluminadas ao longo da história. Este mesmo ensinamento sempre existiu, não começou com o Sufismo e com o Islã. De fato, os nomes limitam o entendimento da realidade. Sou muçulmano e sufi não porque sejam os únicos caminhos, mas porque foram as últimas revelações da Energia Divina, os mais atualizados (ou menos alterados). Como diz o Tao Te Ching, “Aquele que pode explicar-se com palavras não é o Tao”. Na realidade não podemos ser muçulmanos e sufis, somos só viajantes e, rumo à conexão, a unificação com o não explicável.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Lembrança de Allah


Por Sheik Mohammad Abdullah Ansari


Uma das práticas mais apreciadas na senda do Sufismo é o zikr, a lembrança de Allah. Estar unido com Allah é estar em um estado de recordação constante da fonte de toda a criação. No sentido de que essa unidade é o estado mais profundo da submissão a Allah – isto é, o zikr, o verdadeiro zikr, é a meta da senda sufi. Como maneira para alcançar esse estado, o zikr é uma prática ritualizada e outorgada aos estudantes de tasawwuf pelo Profeta Muhammad (s.a.w.s.).
  
Existem duas formas do ritual de zikr: jahri ou zikr exterior, no qual a voz do praticante pode ser ouvida por outros, e khafi, ou zikr silencioso, recordação apenas na mente do praticante. O zikr jahri foi ensinado pelo Profeta (s.a.w.s.) a Hazrati Ali (r.a.) e é a forma principal da Tariqa Qadiri-Rifai.

Além do zikr pessoal de cada estudante sufi, tradicionalmente são realizadas cerimônias de zikr em grupo em um salão chamado dergah. Os membros da Tariqa se juntam e entoam certos Nomes de Allah, invocando as características representadas pelos Nomes nos corações da congregação. Os nomes são repetidos até centenas de vezes em uníssono pelos participantes. Certos movimentos, como balançar ou virar de um lado para o outra, acompanham a vocalização, também em uníssono. Em algumas tariqas se realiza uma espécie de dança em que todo o corpo gira, girando com um pé no ritmo do canto do zikr e da música.
  
Cada um dos Nomes de Allah invocado no zikr é uma chave para um nível espiritual no coração. Dentro de tal concentração espiritual, os participantes às vezes viajam para profundas dimensões da realidade. Esta experiência provê ânimo ao murid para a viagem até Allah, às vezes difícil. O efeito do zikr em grupo aumenta a energia espiritual devido ao esforço conjunto dos participantes. Em tal ambiente de energia espiritual concentrada, não é incomum a presença de seres invisíveis como anjos e walis (amigos protetores) trazendo bênçãos adicionais à reunião.

Expectativas, decepções e aceitação

Caderno de trabalho sufi Por Mestre Mohammad Abdullah Ansari Tudo o que vemos, isto é, este mundo material e as coisas que lhe s...